Passei uma semana do cacete, fazendo uma matéria especial sobre o Dia da Mulher. Uma coisa de louco! Mas foi uma daquelas ocasiões em que senti que tenho muita sorte em trabalhar em redação. Veja só: conheci a primeira taxista de Santos, entrevistei uma jogadora de futebol e encontrei uma astrônoma vicentina morando em Londres.
Até que, lá pela quarta-feira, comecei a sentir um friozinho na barriga, um surto descontrolado de insegurança. De vez em quando, eu duvido dos meus textos. É que meu sonho sempre foi ganhar a vida escrevendo e, hoje, posso dizer com todas as letras que essa é a minha profissão.
Tudo muito bom, tudo muito bem – acontece que, em jornal, escrever é o de menos. A coisa fica tão mecânica, tão burocrática, que acaba te consumindo. E o desejo de contar histórias continua lá, insistente… Aí, eu começo a achar que não sei porra nenhuma, que sou uma imbecil sem talento, uma poser que engana bem. Tem umas 5.308.217 pessoas nesse mundo que fariam o meu trabalho muito melhor que eu. Mas, uma matéria como a que eu terminei hoje, apesar de extenuante, faz tudo valer a pena. E até mesmo resgata meu entusiasmo em escrever por prazer. É para isso que existe blog. Mesmo que eu deixe esse lado de mim meio esquecido, por causa da correria do dia-a-dia, ele sempre estará lá. Vamos ver se consigo lembrar dele com mais frequência.
Para quem pediu um update (com direito a ameaça e tudo, né?), acho que hoje foi um bom começo…
Flavinha, só agora, 2h40 da madrugada de domingo, vi sua mensagem em meu blog. Quando falei com você no sábado de manhã, nem sabia que você tinha escrito. Aí, dei um pulinho aqui e vejo esse seu desabafo. Acho que todos nós enfrentamos, mais dia menos dia, esse tipo de decepção. Uma vez, um amigo meu me disse que o jornalismo é o maior inimigo de quem almeja fazer literatura, por exemplo. Parece que ele tem razão, mas continuo achando que escrever é uma das melhores coisas da vida.
Só que a gente precisa lutar com bravura para não permitir que os problemas que ficam gravitando em nossa órbita consumam nossa energia, nossa vocação. Beijo e coragem. Lídia
Comentário por Lídia Maria de Melo — Março 9, 2008 @ 5:58 am
Gata!! Finally!
Thank you! Adorei o post e, pra ser bem franca, acho que todos nós já tivemos mesmo essa sensação, como bem disse a Lídia.
Mas, uma coisa, eu te falo: vc escreve bem sim! E muito!
Kiss you
Comentário por Carolina Casanova — Março 10, 2008 @ 3:30 pm
Quero mais posts!!!
Comentário por Bruno — Março 14, 2008 @ 4:59 pm
Fla
Não sei se te digo para parar de duvidar tanto de sua capacidade, ou se falo para continuar com isso. É que ao mesmo tempo em que sofremos pela dúvida, é ela que nos empurarra para a superação. Eu adorei as 11 histórias que você contou. Não apenas pelas histórias, mas pela forma como foram contadas. Foi, definitivamente, um trabalho finíssimo.
Bj
Comentário por Andrea Rifer — Março 16, 2008 @ 3:22 pm
Gata, atualizaaaa!
bjo bjo
Comentário por Carolina Casanova — Março 17, 2008 @ 7:27 pm