Eu não sou muito romântica. Abandonei esse péssimo vício lá nos idos dos meus 17 anos, porque não via razão para me iludir. Mas, como a vida prega algumas peças na gente, acabei sendo vítima de uma história muito, mas muito romântica.
Para mim, a definição mais bacana do sentimento de amar está em Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança. Digo isso porque, nessa história, fica bem claro que estar com uma pessoa é saber que ela tem um milhão de defeitos e, mesmo assim, querer acordar com ela todos os dias. Essa é a versão realista da coisa, é a maneira como eu gostaria de viver o meu próprio relacionamento.
Hoje, assisti um filme bacana, chamado Diário de uma paixão (The Notebook - não deixe o estúpido título em português te enganar!). É um filme absolutamente romântico, do tipo que aquela sua amiga tapada que gosta de filmes da Meg Ryan também vai adorar. Mas não é só isso (basta dizer que é um Cassavettes!). É singelo, delicado, apaixonado, realista… Vale a pena ver porque dá para perceber que algumas pessoas nasceram mesmo para ficar juntas e todos os atos que realizam parecem levar a essa direção.

E é aí que entra a minha história: aquela adolescente que prometeu não se submeter aos caprichos de um coração iludido encontrou a sua alma gêmea. Quem diria, é justamente aquele que, sem querer, fez ela deixar de acreditar no romance.
(acho que o clima de casamento está afetando os meus neurônios)