Vou fazer um favor para vocês, ok? Assistam Flight of the Conchords. Pode ser no YouTube ou no torrent, não quero nem saber, você decide. Mas dê uma chance a essa série da HBO.
Olha só: dupla neozelandesa (!!) de digi-folk (!!!) se muda para NY em busca da fama e de um contrato com uma gravadora. Em cada episódio, duas ou três músicas sensacionais sobre questões comuns, tipo preconceito, paquera, música e sexo. O humor é ácido e o sotaque idem.
Ex: Bowie é, obviamente, sobre o próprio (Hey Bowie, do you have one really funky sequined space suit? / Or do you have several ch-changes?), Beautiful Girl faz o elogio que toda moça queria ouvir (You could be a part-time model / But you’d probably still have to keep your normal job) e, o tour de force Robots (Humans are dead) tem um solo binário: 00000010000001000011.
Arquivado em: Música, No Ipod — by Margarida @ 2:42 am
Ah, a música pop… De vez em quando, aparece uma canção que faz a gente sorrir pela simplicidade e a proposital falta de compromisso (no bom sentido!). A minha escolhida da vez é I wanna have your babies (clique para baixar, via Idolator), da Natasha Bedingfield.
Qual garota não se identificaria com esse título? Tipo, você vê um cara no supermercado ou no barzinho e pá!, já fica imaginando o nome dos filhos que vai ter com ele e a cor dos olhos das crianças – Trust me it’d scare you/That I picked out the church, or the schools or the names. (veja a letra completa)
Adoro coisas densas, tipo Leonard Cohen e Bright Eyes (exemplos aleatórios), mas como diria Mary Poppins: “Uma colherada de açúcar ajuda a engolir o remédio”. A vida já é complicada demais para não gostar de uma boa canção pop!
Na minha aula de ginástica, tem duas mulheres mais velhas, uma tem uns 50 e poucos e a outra já tem mais de 60 e é daquelas tetéias, sabe? Hoje, elas ficaram enchendo o saco da professora e das outras alunas por causa da música da aula, que elas consideram irritante e muito alta. A coitada da professora tentou, em vão, explicar para elas que o ritmo é importante na atividade e que não dá para fazer os exercícios com música lenta.
E elas continuaram reclamando.
Ainda bem que resolvi ficar quieta, porque minha vontade era mandar geral tomar no c*. Afinal de contas, eu também curtiria muito mais a aula se a trilha sonora fosse outra – tipo indie rock (uma idéia que já surgiu por aí, né Cris?). Mas, a professora está apenas fazendo o trabalho dela e não dá para negar que as músicas realmente ditam um ritmo legal.
Quer ouvir o som do silêncio? Então vai fazer tai-chi-chuan, cacete!
Coitado, tenho até pena dele… Ou melhor, não tenho. Ele perdeu o crédito comigo depois da Yoko loira e aquele lixo que é X&Y. Minha dica para ele é: vá ouvir um pouco de Snow Patrol e não enche mais o meu saco!
“Há algo de dissonante num concerto de rock em que grande parte das mulheres comparece de salto alto (vários do tipo agulha). Nada contra o calçado. Mas não é difícil deduzir que uma banda que inspira esse visual já perdeu o pulsar de uma vibração musical juvenil. (…)”
(Sylvia Colombo, na edição de hoje da Folha de SP, caderno Ilustrada, falando sobre a apresentação do Coldplay no Brasil)
É algo que me corta o coração: ver uma das bandas pelas quais eu tinha um grande carinho se perdendo. Fui no show de 2003, pulei, gritei, cantei junto e adorei. Mas esse X&Y realmente não desce! Não sei se tem a ver com a Yoko loira, com a popularidade ou apenas com a maturidade da banda, mas as músicas e a atitude estão um pé no saco!
Carnaval de nerd é assim: a gente passa baixandoCDs, tentando tirar o atraso nas séries que já estão esperando no computador há algumas semanas e rindo da transmissão cretina dos trios elétricos em Salvador.
Ah, e trabalha normalmente também.
(tem baile hoje à noite no clube que fica na mesma quadra da minha casa, super legal)
Eu sou fã de mp3. Música digital foi, para mim, a verdadeira revolução tecnológica da última década. Comprei meu primeiro player em 2000 – era um tijolo da RCA chamado Lyra, de 64 mB de memória, em que só se ouvia umas 15 músicas! (não estou brincando)
Olha ele aí:
Mas, hoje, quando recebi meu cd do Snow Patrol no correio, lembrei de algo que me fascinava na adolescência. Eu gostava muito de ficar sozinha, apenas ouvindo música. Com o livreto na mão (adorava ler os thank yous), transformando aquelas poesias em canções, passava horas e horas na companhia de pessoas que gostaria que fossem minhas amigas.
Hoje, a música é sempre um acompanhamento – um side dish, nunca o prato principal. Ela fica lá no fundo, enquanto navego, escrevo, trabalho, tomo banho… Perdi a sensação de que cada uma delas serviria perfeitamente como a trilha sonora daquele momento da minha vida.
Estou meio nostálgica por aquela época, em que um cd novo era motivo para uma semana inteira de alegria. Hoje, nem consigo dar conta de tantos downloads – tem coisa no meu computador que eu nunca ouvi! As bandas e artistas estão meio descartáveis: não gostou, deleta. Há alguns anos, era possível deixar um cd crescer no seu conceito e gostar dele depois de um tempinho (foi assim comigo e Garbage, Pulp, Oasis e vários outros)
Adoro a farta quantidade de coisas bacanas, mas sinto falta de amar uma música de verdade.