
Só mais 5 meses e meio.
Passei uma semana do cacete, fazendo uma matéria especial sobre o Dia da Mulher. Uma coisa de louco! Mas foi uma daquelas ocasiões em que senti que tenho muita sorte em trabalhar em redação. Veja só: conheci a primeira taxista de Santos, entrevistei uma jogadora de futebol e encontrei uma astrônoma vicentina morando em Londres.
Até que, lá pela quarta-feira, comecei a sentir um friozinho na barriga, um surto descontrolado de insegurança. De vez em quando, eu duvido dos meus textos. É que meu sonho sempre foi ganhar a vida escrevendo e, hoje, posso dizer com todas as letras que essa é a minha profissão.
Tudo muito bom, tudo muito bem – acontece que, em jornal, escrever é o de menos. A coisa fica tão mecânica, tão burocrática, que acaba te consumindo. E o desejo de contar histórias continua lá, insistente… Aí, eu começo a achar que não sei porra nenhuma, que sou uma imbecil sem talento, uma poser que engana bem. Tem umas 5.308.217 pessoas nesse mundo que fariam o meu trabalho muito melhor que eu. Mas, uma matéria como a que eu terminei hoje, apesar de extenuante, faz tudo valer a pena. E até mesmo resgata meu entusiasmo em escrever por prazer. É para isso que existe blog. Mesmo que eu deixe esse lado de mim meio esquecido, por causa da correria do dia-a-dia, ele sempre estará lá. Vamos ver se consigo lembrar dele com mais frequência.
Para quem pediu um update (com direito a ameaça e tudo, né?), acho que hoje foi um bom começo…
A coluna da Alexandra Farah dessa semana deu o que falar aqui na redação: todo mundo querendo visitar o Stand Center para comprar uma bolsa Marc Jacobs fake (cerca de R$ 400).
Será que eu tenho cacife para isso? Sempre fui da opinião de que, se você tem cara de quem tem $$ para comprar uma original (look é tudo), ninguém vai imaginar que é fake. Mas acho que MJ não encaro, não… Eu tenho, no máximo, cara de quem pode ter uma Victor Hugo.
E será que o centro da cidade, conhecido por seus botecos sujinhos, calçadas esburacadas e prostitutas (só à noite, é claro – tá me estranhando?) merece me admirar desfilando com uma bolsa dessas?
E aí, compro ou não compro?

Vou te falar que essa MJ aí de cima cabe direitinho em mim…
Homens do meu Brasil varonil, é favor caprichar no desodorante e pegar leve no perfume, ok?

Eis que eu entro na página customizada do Google hoje e me deparo com isso aí.
Mereço?
Comemoração do aniversário do meu moço é domingo e eu vou fazer esta receita aqui ó.
Paranóia ou marketing genial? Depois de ver um episódio do sensacional Penn and Teller: Bullshit!, que desmistificava a água mineral (é da torneira. Pronto, falei.), passei a ser um pouco mais cética em relação a alguns produtos.
E, de repente, quando eu achava que não tinha
mais nada para se inventar, eis que surge a água em caixinha longa-vida. Como se o conceito não fosse suficientemente duvidoso, um dos meus blogs favoritos – www.fitsugar.com – está apoiando essa água com diversos posts que parecem propaganda descarada. Acho que esse é um lado negativo dos blogs como formadores de opinião, porque a publicidade (como quase sempre) está disfarçada de informação.
Sei que existem muitos bens de consumo dos quais somos levados a crer que ‘precisamos’ com urgência – o telefone celular é um ótimo exemplo. Vivíamos muito bem antes dele, thank you very much.
A própria moda tem como objetivo mudar as nossas vontades a cada estação: hoje, estou usando uma sapatilha flat e amanhã, terei, sem falta, que comprar uma plataforma altíssima para entrar na onda. E não estou dizendo que vou resistir, porque adoro acompanhar essas tendências.
Agora, me perdoem: água em caixinha eu não compro nem ferrando.
Ossos do ofício: hoje, fui a uma aula de yoga para bebês. Tirando o fato de que um deles estava com a babá (em uma atividade que serve, basicamente, para estreitar os laços entre as duas partes interessadas), achei demais.
Tenho percebido um boom de barrigas ultimamente – entre as minhas conhecidas são três. Isso me faz pensar que ter filho deve ser uma coisa muito bacana. Só que, no meu caso, seria pular algumas casas no Jogo da Vida.
Mas aí eu penso que eles cagam, mijam e choram pra caramba e desperto do surto momentâneo (por enquanto). Mil desculpas, mamãe e sogrinha.
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